Introdução
Entende-se por Embriologia, a área da Biologia voltada para o estudo dos organismos durante o seu estágio embrionário, analisando seu desenvolvimento e caracterizando cada processo durante a formação do indivíduo.
A Embriologia estuda todas as fases e processos do desenvolvimento embrionário, desde os mecanismos de formação das células especializadas em reprodução (gametas), até a formação de todos os órgãos e o desenvolvimento completo do indivíduo.
Essa área da Biologia se encontra dentro de um campo maior de estudo, conhecido como Biologia do Desenvolvimento.
Esse campo busca, utilizando conceitos de Citologia, Histologia, Biologia Molecular, Genética, Evolução e Zoologia, compreender os processos de desenvolvimento dos indivíduos ainda nos estágios iniciais de formação.
Através dos avanços nos estudos da Embriologia, foi possível notar que o desenvolvimento embrionário pode apresentar diferenças significativas de uma espécie para outra.
Em humanos, os estágios que precedem o desenvolvimento embrionário são os processos de gametogênese e fecundação. Após a fecundação, o desenvolvimento embrionário pode ser subdividido nos processos de segmentação, gastrulação e organogênese.
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Gametogênese
É o processo de formação das células reprodutoras chamadas de gametas. Nesse processo, uma célula inicial diplóide (2n) chamada de célula germinativa ou de gônia (espermatogônia para formação do gameta masculino e ovogônia para formação do gameta feminino) se divide de modo que ao final são geradas quatro células chamadas de gametas contendo metade do material genético presente na célula germinativa, sendo, portanto, haplóides (n).
Essa divisão celular em que gera células com metade do material genético da célula inicial é chamada de Meiose e é fundamental para a formação dos gametas e para garantir a variabilidade genética.
O gameta masculino é chamado de espermatozóide e fica armazenado em grande quantidade na região chamada epidídimo, próxima aos testículos nos indivíduos do sexo biológico masculino. O gameta feminino é chamado de óvulo e fica armazenado em grande quantidade nos ovários presentes nos indivíduos do sexo biológico feminino.
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Fecundação
É o processo de união dos gametas (masculino e feminino) para a formação do embrião que irá se tornar um indivíduo após o desenvolvimento embrionário.
O processo de fecundação pode ser bastante variável de uma espécie para outra, podendo ocorrer de forma externa (os indivíduos liberam seus gametas no ambiente, geralmente na água, e é no ambiente que acontece o encontro) ou interna (um indivíduo deposita seus gametas no interior de outro indivíduo, onde ocorre o encontro).
Os indivíduos podem ser monóicos, isto é, apresentar ambos os sexos e, consequentemente, ambos os gametas. Nesse caso, a fecundação ainda pode ser:
Cruzada: quando promove a união entre gametas de indivíduos diferentes da mesma espécie, sendo um processo importante para garantir a variabilidade genética.
Autofecundação: quando os gametas masculino e feminino de um mesmo indivíduo são unidos. Nesse caso, não há variabilidade genética, mas é um processo importante quando o indivíduo se encontra em um ambiente isolado.
Fecundação humana
A espécie humana, por exemplo, é uma espécie dióica (indivíduos apresentam apenas um dos sexos biológicos - masculino ou feminino - e, consequentemente, apenas um dos gametas).
Nesse caso específico da espécie humana, o encontro dos gametas ocorre através do ato sexual, quando os espermatozóides, depositados no interior do útero, caminham em direção dos ovários e tentam penetrar um óvulo unitário, encontrado no meio do caminho - mais especificamente nas trompas uterinas.
Esse processo de união dos gametas é chamado de cariogamia, pois os gametas fundem seus núcleos celulares haplóides (n) gerando uma célula diplóide (2n).
Essa célula, formada a partir da união dos gametas, é chamada de zigoto (ou célula-ovo). É a partir dessa célula inicial que se forma o embrião que irá se desenvolver em um indivíduo.
Segmentação
Após a fecundação, o zigoto sofre uma série de divisões mitóticas, formando várias células chamadas de blastômeros. Essas células permanecem unidas até formarem uma estrutura semelhante a uma amora, chamada de mórula.
Esse processo de sucessivas divisões celulares que o zigoto passa é chamado de segmentação, ou, ainda, de clivagem.
Em humanos, a mórula é formada de três a quatro dias após a fecundação. Ainda durante as clivagens, uma cavidade interna da mórula chamada de blastocele começa a ser formada para ser preenchida com água. Assim que a cavidade é completamente formada, o embrião passa do estágio de mórula para o estágio de blástula.
A blástula - também chamada de blastocisto - em desenvolvimentos embrionários de mamíferos placentários, é uma esfera formada de blastômeros, com interior formando uma cavidade preenchida por água, chamada de blastocele. O estágio de blástula é comum em todos os indivíduos do Reino Animal.
Em mamíferos placentários, a partir do blastocisto são formados dois tipos de células:
Trofoblastos: células que irão se desenvolver e gerar a placenta, importante anexo embrionário dos placentários;
Embrioblastos: células que irão formar e dar continuidade no desenvolvimento do embrião.
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