Importância da embriologia
O desenvolvimento da embriologia trouxe muitos benefícios para a humanidade. Além de identificar as causas de possíveis anomalias e doenças genéticas, diminuindo assim os riscos durante a gestação, ela possibilita também que muitas mulheres realizem o sonho da maternidade através das técnicas de reprodução assistida.
A fertilização in vitro é uma delas. Consiste na realização da fecundação do ovo com o espermatozoide em laboratório e após um processo de observação feita por especialistas, o embrião é transferido para o útero materno.
Outra forma desse tipo de reprodução é a inseminação artificial ou intrauterina. Uma amostra de esperma previamente preparada em laboratório é colocada no interior do útero materno, com o intuito de aumentar a probabilidade de fecundação dos espermatozoides.
É importante destacar também os estudos das células-tronco embrionárias. Elas são encontradas nos embriões cerca de cinco dias após a fecundação e possuem uma grande capacidade de se transformar em qualquer outro tipo de célula.
Embriologistas acreditam que elas poderão ser utilizadas futuramente para o tratamento de doenças, como o Parkinson, Alzheimer, leucemia, epilepsia, entre outras. Muitos estudos sobre isso ainda estão sendo realizados.
Desenvolvimento dos embriões humanos
O processo de desenvolvimento de um embrião humano ocorre em diversas etapas: fecundação, segmentação, gastrulação e organogênese.
A primeira etapa é a fecundação, quando ocorre o encontro entre os gametas femininos e masculinos (células responsáveis pela reprodução) e o espermatozoide penetra o óvulo.
Em seguida, o zigoto se divide repetidas vezes no processo chamado de segmentação ou clivagem. Primeiro, se reparte em duas células chamadas blastômeros. Na sequência, elas se dividem em quatro, em oito e assim sucessivamente, causando um aumento considerável no número de células. Cerca de uma semana depois, tem início a fixação na parede uterina, chamada de blastocisto.
Logo depois ocorre a gastrulação. Além do aumento no número de células, o embrião cresce em volume total. Nessa etapa são formados os três folhetos embrionários ou germinativos (camadas de células que dão origem aos tecidos e órgãos), a ectoderma, mesoderma e endoderma.
Por fim, a organogênese, última fase do embrião. Ocorre a diferenciação dos órgãos e tecidos e o tubo neural é formado (neurulação) e o embrião é chamado de nêurula.
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